Paragrafo sobre o filme "Um lugar ao sol"


     O documentário "Um lugar ao Sol", através de entrevistas com alguns dos principais influenciadores da sociedade brasileira, residentes de coberturas de alto padrão, torna notória o distanciamento (físico, econômico e politico) entre essas pessoas e o resto da população nacional, principalmente dos indivíduos das classes sociais mais baixas. 
     As entrevistas geram um certo desconforto para maioria dos espectadores graças a extrema falta de empatia dos entrevistados, como é possível notar no trecho em que uma das influenciadoras cita os tiroteios que ocorrem diariamente em uma comunidade ao lado como um show de fogos de artificio, ignorando completamente a realidade triste e desesperadora das pessoas que tem suas vidas atravessadas por esse acontecimento. 


     Outro momento descriminatório é quando um dos entrevistados diferencia as "classes" dos assentos de companhias áreas como "casa grande" e "senzala", fazendo um paralelo com o antigo Brasil Colonial, e insinuando que os indivíduos que viajam na classe econômica seriam como escravos quando comparados a ele e seus iguais, os senhores de engenho. 
     Ao ouvir o relato de uma moradora que diz que morar em uma cobertura é estar mais próxima de Deus podemos concluir que esses indivíduos realmente pensam estar acima de toda a população e, dessa forma, teriam privilégios ate mesmo perante a alguma divindade. Essa noção de superioridade é extremamente preocupante quando lembramos que esses são alguns dos principais influenciadores da sociedade brasileira. Apos assistir esse curta metragem e adquirir maior consciência sobre a desigualdade social brasileira, é difícil acreditar em futuras mudanças no cenário socioeconômico do pais, umas vez que os atuais problemas e dificuldades enfrentados pela maior parte da população sequer são vistos por aqueles que tem poder suficiente pra realizar mudanças e melhorias. 

Comentários

Postagens mais visitadas