Seminário design
Lozano Hemmer - 1984 x 1984
A obra trata-se de um telão de medida 6x3 com sensores de
movimento é diversas imagens de números aleatórios, retirados do Google Street
View. Quando uma pessoa aproxima-se da obra os sensores de movimento a captam e
fazem sua silhueta surgir no telão, a qual será preenchida com os números 1984
de maneira aparentemente programática. Apesar dessa impressão a obra é
completamente finalíssima, uma vez que tem como função apenas preencher a
silhueta da pessoa com números específicos. Além disso a obra de Hemmer, graças
a variada palheta de cores e a intensa luminosidade, restringe a interação
entre os indivíduos, uma vez que atrai toda a atenção para si e resulta em uma
interatividade limitada a pessoa-objeto.
Lygia Pape - Divisor
Graças ao não uso da digitalidade em sua obra Pape amplia as
possibilidades de interação da mesma. Um pano branco com buracos espalhados por
sua área não induz as pessoas a interagir de maneira específica, principalmente
quando o público não teve contato anterior com nenhuma informação sobre o
Divisor. Além disso, par haver um melhor funcionamento da obra, é necessário
que os participantes conversem e acordem entre si os movimentos que serão
realizados, o que permite maior interação pessoa-pessoa. Dessa forma, Divisor é
uma obra completamente programática, já que é difícil alcançar uma mesma
movimentação conjunta mais de uma vez.




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